3 de março de 2012

Gêneros Textuais e Tipos Textuais


Olá, pessoal essa é minha primeira postagem oficial. E pretendo mostrar nela, um conceito muito interessante sobre Gênero e Tipo. Os filósofos Marcushi e Travaglia que até então desconhecidos por min realizaram uma discussão riquíssima sobre esse tema, do qual fui obrigado a estudar na faculdade rs.Depois de muito estudo desenvolvi um texto do qual resolvi compartilhar aqui.Boa leitura

Marcushi -> Ele defende o trabalho com gênero textual nas escolas. Pois não vê tanto favorecimento com a tipologia textual. Ele defende essa tese argumentando fortemente dizendo que em todos os gêneros os tipos se realizam, e podendo até a ver mesmos vários tipos em um único gênero. Ele confirma o seu argumento apresentando como exemplo uma carta, da qual comenta os diversos tipos que ela pode apresentar, narração, descrição, injunção, exposição e argumentação. Mas de fato a base dessa tese é como aplicar a ação textual na sala de aula e como ela se reflete fora dela. Eu vou mais além e pergunto: como preparar melhor o aluno para o que vai encontrar em sua vida? Marcushi me convenci com a idéia de gênero textual ”como uma noção vaga para os texto materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelo conteúdo,propriedades funcionais, estilos e composição características” que me parece bastante plausível, diferente da definição de Travaglia, que diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual.
Um ponto importante encontrado na teoria de Marcushi é conceito de Domínio Discursivo. “Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam” (p.24) isso mostra a importância dos atos de fala. A fala é um dos meios de comunicação do qual utilizamos para interagir com a sociedade e com a escrita transcrevemos isso para o papel.O que me dizem então da digitação? Que é um ato social com influência tecnológica.Os textos adquirem vida aparte da maneira com a qual os enxergamos. Um locutor de rádio ao apresentar um programa usa o ato de “fala” um jornalista que se propõe a escrever um livro, pratica ação da “escrita”. As vezes o gênero “escrita e fala” tornam-se apenas suporte. Descrevi essa pequena abordagem para mostrar como os gêneros são flexíveis e surgem a parti da necessidade social que cada um se encontra.
Marcush diferencia texto e discurso, definindo “texto como algo concreto e corporificado em algum gênero textual.” Discurso para ele é a manifestação do que o texto produz “ O discurso se realiza no texto” segundo ele.
Para concluir a minha abordagem sobre Marcush, opino dizendo que as suas colocações foram mais claras pra mim e, portanto mais plausíveis e seus critérios utilizados estão diretamente conectados ao ensino, ponto que tenho como mais importante.
Travaglia->  Defende o trabalho com Tipologia Textual, mais do que isso ele da uma opinião pessoal mostrando a sua preferência por Tipologia Textual. Travaglia não sita quais tipos de texto deveria se trabalha nas escolas, outro ponto interessante que detectei em seus argumentos foi quando ele diz: “uma carta pode ser exclusivamente descritiva, ou dissertativa, ou injuntiva, ou narrativa, ou argumentativa.” Bem isso não me parece nem um pouco plausível já que escrever uma carta apenas narrando ou argumentado é meio difícil não acham? . Mais um ponto essencial, meio que contrariando o que acabara de afirmar, ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. Esses pequenos conflitos enfraquecem o seus argumentos, mais não a sua tese que é riquíssima de boas idéias. . Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância ou seja se escrevo uma carta aonde eu narro um fato e ao mesmo tempo descrevo o que ocorreu, o texto pode se estabelecer como narrativo ou descritivo a depender do domínio lingüístico que me propus a apresentar(narrativo ou descritivo).Ele define isso como conjunção tipológica, o que mais uma vez para mim entra em contradição com a questão de exclusividade de tipo textual.
Em um ponto sou favorável a Travaglia, em sua definição sobre Tipologia Textual,ele define como algo interativo em que o interlocutor pode variar a sua perspectiva a parti do publico alvo do qual ele pretende atigir.EX: se eu escrevo em um blog que fala de tecnologia, eu tenho como como publico alvo, pessoas que fazem parte desse mundo correto? Mas se escrevo sobre política, obviamente as pessoas que se interessam por o que escrevo, são pessoas do meio político ou entusiastas pelo assunto.Quando se trata de algo mais próximo, onde tenho uma resposta mais imediata do meu receptor eu posso imediatamente saber se o que foi transmitido foi entendido corretamente ou não.E se o receptor concordo ou não.A minha reação vai de como escrever e falar depende exclusivamente do meu alvo “receptor”.
Travaglia da ao gênero uma função social específica, e atribui isso à ação interativa que exercemos ao se comunicar. Ex quando enviamos um currículo Vitae para determinada impressa, temos uma linguagem e características padrões específicas.E quando enviamos uma simples mensagem para um amigo, usamos outro tipos de linguagem por se tratar de alguém mais próximo,as vezes usamos até certas gírias.Bom como eu já disse Travaglia diferencia tipos de gêneros.Mas de um ponto de vista mais agudo e inteligente todo texto independente de gênero ou tipo exerce uma função social, não acham?O próprio Travaglia nos da alguns exemplos de gêneros : aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Outro ponto positivo que encontramos na tese de Travaglia é discussão sobre espécie, que ele caracteriza como a estrutura do conteúdo. Exemplificando são as formas textuais, Ex: texto narrativo (a história e a não-história). Travaglia aborda uma visão mais teórica e com situações menos dinâmica do que Marcushi.Como é o caso, do Discurso que o Travaglia chega a citar, mas de maneira mais teórica, com a Tipologia de Discurso. Ele apresenta a sua idéia da seguinte maneira : “critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos “ (Koch & Fávero, 1987, p. 3).Ou seja o discurso adéqua a sua referencia para que tenha um critério aceito pelo seu receptor ou receptores se for o caso. Travaglia considera o discurso comoa própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica” (p. 03).Ou seja o ato de “fala” através do texto,ação de comunicar.Já o texto para ele uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Ou seja ele vê o texto como algo mais concreto, mais rígido e de interpretação mais especifica ou individual a depender do conhecimento lingüístico de cada um.
Portando concluo que o exercício da linguagem é de suma importância para a uma sociedade mais sabia e de melhor entendimento da ação da “fala” e os argumentos apresentados na discussão entre Marchushi e Travaglia são de um extremo valor lingüístico transmitindo informações preciosas sobre o Gênero Textual e Tipologia Textual.